O padrão de consumo alimentar da população de diversos países vem sofrendo importantes mudanças ao longo dos anos. No Brasil, embora a realização de refeições dentro de casa ainda responda pela maior parcela da alimentação (68,9% dos gastos com alimentação em 2008-2009), o consumo de alimentos fora do lar tem aumentado conforme é observado pelo crescimento do percentual de gastos com alimentação fora do domicílio. Essa demanda por refeições prontas para o consumo favoreceu o aumento do número de estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar e diversificou seus serviços, com destaque para o crescimento no número de restaurantes, lojas de conveniência, redes de fast food, padarias, entre outros.
Fast food significa a comida que pode ser preparada e servida rapidamente, priorizando a produção em larga escala e geralmente, essas redes oferecem alimentos desequilibrados nutricionalmente. Compostos basicamente de açúcares, gorduras saturadas, hidrogenadas e sódio, o que contribui significativamente para o desenvolvimento da obesidade, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, entre outras doenças. São alimentos como sanduíches, hambúrgueres, pizzas, batatas fritas, milk shakes, nuggets, sorvete, entre outras comidas gordurosas. Além de ser bastante calóricos, favorecem ao ganho de peso através de alguns mecanismos a médio e longo prazo, além de alterar todo o organismo causando ganho de peso, cansaço, colesterol alto, espinhas, inchaços e possíveis neoplasias.
O comportamento do consumidor brasileiro acompanha uma tendência mundial, com consequência severa no conjunto das mudanças dos hábitos alimentares e na redução do tempo dedicado às refeições (preparo e consumo) no cotidiano doméstico.
Como resposta a crescente mudança e as consequências negativas a saúde da população, surgiram em contrapartida estudos científicos sobre este alerta e a tendência agora é que as empresas foquem em devolver saúde para as pessoas.